Música e Revolução | 24 a 30 de Abril

Entre as músicas proibidas pelo regime do Terceiro Reich, por serem consideradas prejudiciais ou decadentes, contam-se algumas das maiores obras-primas da História da Música. Toda a manifestação artística que se opusesse aos ideais do regime Nazi era considerada degenerada. A música de judeus, africanos e afro-americanos, ciganos e outras etnias consideradas inferiores, de defensores de ideologias políticas contrárias, e também o jazz ou a música Moderna, com linguagens que parecessem contrariar ou ameaçar os grandes clássicos germânicos, entravam nesta categoria e eram banidas. O Festival Música & Revolução revela a música que a Alemanha foi impedida de ouvir no ano em que é este o País Tema da programação. O Remix Ensemble e a Orquestra Sinfónica partilham o palco da Sala Suggia em dois inquietantes concertos com música de compositores que tiveram de abandonar a Alemanha e a Áustria, obtendo o reconhecimento internacional no exílio. Num alargado rol de compositores, muitos dos quais com carreiras proeminentes nos Estados Unidos, destaca-se a produção da dupla Kurt Weill/Bertolt Brecht, nomeadamente na apresentação de Das Berliner Requiem pelo Remix ou nas inúmeras canções das quais Ute Lemper se tornou uma verdadeira embaixadora. A música da etnia cigana está no centro de um novo projecto do Serviço Educativo, Romani, e Anthony Braxton é figura de cartaz no Ciclo de Jazz, outra das Músicas Proibidas que o Música & Revolução celebra em 2015.

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